Estados Unidos 2-0 Austrália: Este é Finalmente o Time dos EUA para Sonhar Grande na Copa do Mundo?
Durante anos ouvimos a mesma história.
Os Estados Unidos têm talento.
Os Estados Unidos têm atletas.
Os Estados Unidos têm potencial.
Mas potencial não vence partidas.

Em uma noite eletrizante em Seattle, a seleção americana mostrou algo diferente. Mostrou maturidade, personalidade e uma característica fundamental para equipes vencedoras: a capacidade de vencer mesmo quando o jogo não é perfeito.
A equipe de Mauricio Pochettino derrotou a Austrália por 2 a 0 e garantiu vaga na fase eliminatória com uma rodada de antecedência.
Para os torcedores americanos, isso não pareceu apenas mais uma vitória na fase de grupos.
Pareceu uma declaração de força.
Um começo perfeito
A Austrália entrou em campo cheia de confiança.
Após derrotar a Turquia por 2 a 0 na estreia, os Socceroos pareciam organizados, disciplinados e perigosos nos contra-ataques.
Mas tudo mudou rapidamente.
Aos 11 minutos, Cameron Burgess desviou a bola contra a própria meta ao tentar cortar uma jogada ofensiva dos Estados Unidos.
Seattle explodiu.
Os jogadores americanos correram para comemorar enquanto os australianos permaneciam parados, tentando entender o que havia acontecido.
Gol contra sempre dói.
Em uma Copa do Mundo, dói ainda mais.
A partir daquele momento, a Austrália foi obrigada a correr atrás do resultado, exatamente o cenário que favorecia os anfitriões.
Sem Pulisic? Sem problema
O principal assunto antes da partida era a ausência de Christian Pulisic.
O capitão americano ficou fora devido a uma lesão na panturrilha sofrida contra o Paraguai.
Muitos acreditavam que os Estados Unidos perderiam criatividade sem seu principal astro.
Esses receios desapareceram rapidamente.
Ricardo Pepi trabalhou sem parar.
Folarin Balogun deu profundidade ao ataque.
Weston McKennie dominou os duelos no meio-campo.
E Tyler Adams teve uma atuação impressionante.
O mais importante foi perceber que esta não parece mais uma seleção dependente de um único jogador.
Parece uma equipe completa.
E isso muda tudo.
Alex Freeman ganha os holofotes
Toda Copa do Mundo cria heróis.
E Alex Freeman pode estar escrevendo sua própria história.
Pouco antes do intervalo, o defensor subiu mais alto que todos na área e marcou de cabeça.
Inicialmente o gol foi anulado por impedimento.
Os australianos comemoraram.
Os americanos lamentaram.
Então veio a revisão do VAR.
Após longos segundos de espera, o árbitro apontou para o centro do campo.
Gol.
Estados Unidos 2-0 Austrália.
O estádio explodiu.
Freeman correu comemorando enquanto era perseguido pelos companheiros.
Foi um daqueles momentos que podem marcar toda uma campanha.
A Austrália ficou furiosa com a arbitragem
Nem todos concordaram com a decisão.
Longe disso.
A principal reclamação australiana envolveu justamente o gol de Freeman.
A equipe argumentou que um jogador em posição irregular interferiu na visão do goleiro Patrick Beach.
Também houve pedidos de pênalti em lances envolvendo Connor Metcalfe e Nestory Irankunda.
Tony Popovic não escondeu a irritação após a partida e deixou claro que acreditava que decisões importantes favoreceram os Estados Unidos.
Muitos torcedores neutros concordaram.
Mas o futebol raramente oferece justiça perfeita.
Às vezes é preciso seguir em frente.
Os Estados Unidos dominaram fisicamente
Desde o apito inicial, uma coisa ficou evidente.
Os americanos foram superiores fisicamente.
Cada bola dividida virou uma batalha.
Cada disputa aérea parecia uma guerra particular.
Tyler Adams e Weston McKennie lideraram essa intensidade.
Tim Ream organizou a defesa com autoridade.
Balogun pressionou constantemente os zagueiros australianos.
A Austrália teve enormes dificuldades para acompanhar esse ritmo durante a primeira etapa.
Foi um jogo duro.
Intenso.
Com sete cartões amarelos.
E os Estados Unidos pareceram gostar de cada segundo disso.
A reação australiana no segundo tempo
É justo reconhecer os méritos da Austrália.
A equipe não desistiu.
Tony Popovic fez alterações importantes e viu sua seleção crescer no jogo.
Connor Metcalfe trouxe energia.
Nestory Irankunda causou problemas com sua velocidade.
Cristian Volpato jogou com coragem.
Por cerca de vinte minutos, os Estados Unidos pareceram desconfortáveis.
Talvez até nervosos.
A torcida ficou mais silenciosa.
A Austrália voltou a acreditar.
Mas faltou o detalhe decisivo.
O último passe.
A finalização perfeita.
O golpe final.
Matt Freese e a defesa americana resistiram a toda pressão e garantiram o primeiro jogo sem sofrer gols em nove partidas.
A marca de Pochettino está em toda parte
É exatamente por isso que os Estados Unidos contrataram Mauricio Pochettino.
Não apenas pela parte tática.
Nem apenas pela experiência.
Mas pela capacidade de criar uma mentalidade vencedora.
Isso é visível.
Os jogadores pressionam mais.
Correm mais.
Acreditam mais.
E, acima de tudo, esperam vencer.
Após a partida, Pochettino afirmou que seus atletas precisam acreditar que podem conquistar a Copa do Mundo.
Meses atrás essa frase pareceria exagerada.
Hoje já não soa tão absurda.
Seattle viveu uma noite inesquecível
O ambiente foi espetacular.
Cada desarme foi comemorado.
Cada corte defensivo recebeu aplausos.
Cada ataque aumentava o volume da torcida.
A explosão após o gol de Freeman foi impressionante.
Bandeiras tremulavam.
Cânticos ecoavam pelo estádio.
A torcida acreditava.
E acreditar pode ser extremamente perigoso em uma Copa do Mundo.
Principalmente quando o país anfitrião começa a vencer.
As redes sociais já começam a sonhar
A reação online tem sido fascinante.
Muitos torcedores americanos falam em quartas de final.
Outros acreditam que a equipe pode surpreender algumas das grandes potências do futebol mundial.
Uma frase se repetiu diversas vezes:
"Os Estados Unidos podem ser a seleção mais subestimada desta Copa do Mundo."
Há duas semanas isso pareceria exagerado.
Hoje parece uma avaliação bastante razoável.
Enquanto isso, a Austrália volta suas atenções para o confronto decisivo contra o Paraguai.
Não existe mais margem para erros.
Considerações finais
O futebol adora exageros.
Uma vitória transforma um time em candidato ao título.
Uma derrota faz parecer que tudo acabou.
A verdade geralmente fica no meio do caminho.
Mas é impossível ignorar o que os Estados Unidos estão mostrando.
Há energia.
Há coragem.
Há qualidade.
E, acima de tudo, há confiança.
A Austrália ainda controla o próprio destino e segue viva na luta pela classificação.
Os Estados Unidos, por sua vez, começam a construir algo maior.
Porque pela primeira vez em muito tempo, não parecem apenas os anfitriões.
Parecem verdadeiros candidatos.
E isso deve preocupar o restante do torneio.